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- nota da ledora: propaganda do guaran diet da antartica. Foto, torx de homem 
com musculatura delineada, e do lado, tampinha de guaran diet. - fim da nota. 
A Estilstica estuda a utilizao da linguagem como meio de exteriorizao de 
dados emotivos e estticos. Seu objeto de estudo so os processos de 
manipulao da linguagem que permitem a quem fala ou escreve mais do que 
simplesmente informar - interessam principal mente as possibilidades de sugerir 
contedos emotivos e intuitivos por meio das palavras e da sua organizao.
A publicidade recorre freqentemente a esse tipo de manipulao, s vezes com 
pouquissimas palavras. No anncio acima, bastou a justaposio de uma 
tampinha de guaran diettico a um abdome masculino tpico de atletas, para 
gerar uma mensagem com claro intuito persuasivo: "voc tambm pode ter esse 
corpo escultural".
Neste captulo, vamos fazer um estudo bastante breve dessas possibilidades, que 
fogem ao mbito dos estudos gramaticais.


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1 RECURSOS FONOLGICOS


Os sons da lngua podem ser organizados de forma a transmitir sugestes e 
contedos intuitivos. Uma das formas de se conseguir isso  a altterao, ou seja, 
a repetio de uma mesma consoante numa seqncia Iingstica, como ocorre 
com /v/ e /l/ no trecho seguinte:
"Vozes veladas, veludosas vozes, 
Volpias dos violes, vozes veladas, 
Vagam nos velhos vrtices velozes 
Dos ventos, vivas, vs, vulcanizadas."
(Cruz e Sousa)

A repetio de uma mesma vogal numa seqncia lingstica recebe o nome de 
assonncia.  o que ocorre com // e // em:
"E bamboleando em ronda 
danam bandos tontos e bambos 
de pirilampos."
(Guilherme de Almeida)

A tentativa de reproduzir lingsticamente sons e rudos do mundo natural 
constitui a onomatopia:
"L vem o vaqueiro pelos atalhos, tangendo as reses para os currais.
BIem... blem... blem... cantam os chocalhos dos tristes bodes patriarcais.
E os guizos finos das ovelhinhas ternas dm... dm... dm...
Eu o sino da igreja velha:
bo... bu... bu..."
(Ascenso Ferreira)


A poesia, principalmente, explora esses e outros recursos sonoros da linguagem. 
O estudo dos ritmos e dos padres mtricos da linguagem potica foge ao mbito 
dos estudos gramaticais. Para conhec-los, devem-se procurar as obras especia-
lizadas e principalmente os bons poemas da lngua portuguesa.

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2 RECURSOS MORFOLGICOS 
Os casos mais comuns de explorao expressiva de recursos morfolgicos esto 
relacionados com o uso de determinados sufixos. E muito freqnte o emprego 
dos sufixos aumentativos e diminutivos para exprimir contedos afetivos nem 
sempre relacionados com a dimenso fsica dos seres.  o caso de palavras 
como mulhero ou coitadinho, que fazem referncia respectivamente  beleza e s 
caractersticas psicolgicas dos seres designados. Tratamos desses e de outros 
casos quando estudamos a estrutura e a formao das palavras.

3 RECURSO SINTTICO

A Sintaxe  uma fonte inesgotvel de recursos expressivos. Algumas formas de 
obter efeitos sutis de significao:
a) o assndeto, ou coordenao de termos ou oraes sem utilizao de conectivo. 
Esse recurso costuma imprimir lentido ao ritmo narrativo:
"Foi apanha; gravetos, trouxe do chiqueiro das cabras uma braada de madeira 
meio ruida pelo cupim, arrancou touceiras de macambira, arrumou tudo para a 
fogueira."
(Graciliano Ramos)
b) o polissndeto, ou repetio do conectivo na coordenao de termos ou oraes. 
Esse recurso costuma acelerar o ritmo narrativo:
"O amor que a exalta e a pede e a chama e a implora."
(Machado de Assis)
c) a inverso da ordem normal dos termos da orao ou da frase. O termo 
deslocado de sua posio normal recebe forte nfase. A inverso no  privilgio 
da linguagem literria, ocorrendo no uso cotidiano da linguagem:
Das minhas coisas cuido eu! Professor j no sou.
d) a repetio de termos ou de estruturas sintticas (chamada esta ltima de 
anfora).  um recurso de nfase e coeso, de que falamos em vrios momentos 
de nossos estudos.
e) o anacoluto, ou ruptura da ordem lgica da frase.  um recurso muito utilizado 
nos dilogos, que procuram reproduzir na escrita a lngua falada. Tambm 
permite a caracterizao de estados de confuso mental:
Deixe-me ver... E necessrio comear por... No, no, o melhor  tentar novamente 
o que foi feito ontem.
f) a silepse ou concordncia ideolgica, estudada no captulo dedicado  
concordncia verbal e nominal.

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4  RECURSOS SEMNTICOS 
A explorao dos significados das palavras gera duas figuras principais: a 
metfora e a metonmia.
A metfora ocorre quando uma palavra passa a designar alguma coisa com a qual 
no mantm nenhuma relao objetiva. Na base de toda metfora est um 
processo comparativo.
Observe:
Senti a seda do seu rosto em meus dedos.
Seda, na frase acima,  uma metfora. Por trs do uso dessa palavra para indicar 
uma pele extremamente agradvel ao tato, h vrias operaes de comparao: a 
pele descrita  to agradvel ao tato quanto a seda; a pele descrita  uma verdadeira 
seda; a pele descrita pode ser chamada seda.
A metonmia ocorre quando uma palavra  usada para designar alguma coisa com 
a qual mantm uma relao de proximidade ou posse. Observe:
Meus olhos esto tristes por que voc decidiu partir.
Olhos, na frase acima,  uma metonmia. Na verdade, essa palavra, que indica uma 
parte do ser humano, esta sendo usada para designar o ser humano completo.

- nota da ledora: propaganda do Jornal Notcias Populares. Foto: parece um jogo 
de futebol, onde a platia  fotografada. Texto: No ( em letras garrafais ) , 
alimente os animais. Chega de violncia no futebol. - fim da nota.  

O alambrado lembra as grades de uma jaula; a fisionomia dos torcedores expressa 
agitao ou fria. Os recursos visuais se conjugam aos verbais para produzir esta 
metfora, em que seres humanos so equiparados a animais.


- nota da ledora: propaganda de macarro: na foto, a massa em forma de  macarro tem as cores da 
bandeira da Itlia. ( verde, vermelho e amarelo) - fim da nota. 

Metonmia: o macarro (parte) pela Itlia (todo). Para no haver dvida, o macarro tem 
as cores da bandeira italiana.

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Outras formas de explorar significados de maneira expressiva so:
a) a anttese, ou aproximao de antnimos. Releia o texto "O quereres", do 
captulo anterior, para observar como esse recurso pode ser explorado  
exausto.
b) o eufemismo, ou atenuamento intencional da expresso em certas situaes:
Falta-lhe inteligncia para compreender isso.
c) a hiprbole, ou exagero intencional da expresso:
Faria isso mil vezes se fosse preciso.
d) a ironia, que consiste em, aproveitando-se do contexto, utilizar palavras que 
devem ser compreendidas no sentido oposto do que aparentam transmitir.  um 
poderoso instrumento para o sarcasmo:
Muito competente aquele candidato! 
Construiu viadutos que ligam nenhum lugar a lugar algum.
e) a gradao, que consiste em encadear palavras cujos significados tm efeito 
cumulativo:
Os grandes projetos de colonizao resultaram em pilhas de papis velhos, restos 
de obras inacabadas, hectares de floresta devastada, milhares de famlias 
abandonadas  prpria sorte.
f) a prosopopia ou personificao, que consiste em atribuir caractersticas de seres 
animados a seres inanimados ou caractersticas humanas a seres no-humanos:
A floresta gesticulava nervosamente diante do lago que a devorava. O ip acenava-
lhe brandamente, chamando-o para casa.


TEXTOS PARA ANLISE

- nota da ledora: 1a. propaganda:  com desenhos, do dicionrio do Jornal da Tarde, apresentando o 
texto: - O dicionrio que o Aurlio lanaria se soubesse desenhar. - 
2a. propaganda:  gua mineral minalba, com o seguinte texto: A pureza dos 120 anos de Campos de 
Jordo, engarrafada para consumo. - fim da nota. 


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- nota da ledora: 1a. propaganda - novo BMW 328i. O Carro  civilizado, o torqque 
que  estpido.
2a. propaganda - correios, foto com um co rottwailler - a grafia da raa do 
cachorro pode estar errada, por no constar no texto, e a ledora no ter a 
informao correta, pelo que se desculpa - mordendo uma caixa de encomenda 
sedex, apresentando o seguinte texto:  Os carteiros pedem, imploram: Vacine seu 
co. 

3a. propaganda - Cala Jeans Wrangler. Texto: Dia dos namorados ponha uma muldura naque obra de 
arte. - fim da nota. 
Indique a figura de linguagem presente em cada um dos textos acima.

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- nota da ledora: foto de enchente. Sem palavras. - fim da nota. 


Pantanal, So Paulo. A "gndola"  a capota de uma perua, os rios so ruas inundadas: 
esse  o Jardim Pantanal, na zona leste da cidade.
Jardim Pantanal vira "Veneza" quando chove

"Cuidado com o tubarao!", grita o alagoano Expedito Nunes da Silva para os 
passageiros de duas "gndolas" que navegam pela Rua Pinha do Brejo, a "Rua 
da Praia". Cada viagem custa R$ 0,50. O Servio comea s 5 da manh, ainda es-
curo, e termina no breu, s 20 horas. O movimento maior  o de empregadas que 
trabalham em casas de bairros distantes, tambm chamados de Jardins, como o 
Pantanal. A "gndola" atraca no cais improvisado diante do Mercadinho Macau 
para o desembarque dos passageiros. O aposenta do Lus Oliveira Silva observa 
o movimento na "Rua da Praia". Ele  um ilhu nato: migrou de Macau, ilha no Rio 
Grande do Norte, para o Jardim Pantanal, na zona leste de So Paulo, onde passa 
ilhado a temporada de enchentes.
MOISS RABINOVICI
( O Estado de So Paulo, 2 fev. 1997. )

TRABALHANDO O TEXTO
Indique a figura de linguagem presente na "chamada" do texto jornalstico acima.

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O Cruzeiro do Sul
Rio de Janeiro - Era mais do que um trem: era uma instituio, um smbolo de 
luxo, um emblema de grandeza, orgulho da Estrada de Ferro Central do Brasil em 
geral e, em particular, de Joaquim Pinto Montenegro, meu tio, que j andara nele, 
no dia em que o "Cruzeiro do Sul", vindo de So Paulo, parou em Rodeio com um 
problema nos freios.

Nessa histrica data, Joaquim Pinto Montenegro, que j era um rodeiense ilustre, 
tornou-se um ponto de referncia social e ferrovirio, um varo de Plutarco em 
termos de Serra do Mar.

No silncio das noites de rodeio, nunca chegando antes, nunca chegando depois, 
ouvamos o	"Cruzeiro do Sul" ainda ao longe, saindo do tnel II e vindo 
majestosamente, serpente de ao azulado, precisando cumprir o horrio, nunca 
parando ali. Ningum ia dormir sem que ele chegasse com seus vages 
iluminados, deslizando sobre os trilhos como uma lagarta fosforescente, fazendo 
a estao rejeitada tremer de orgulho ferido, mas de vaidade tambm.

Na casa de Joaquim Pinto Montenegro, todos j estvamos deitados. Ele 
anunciava com a voz dos que sabem, dos que conhecem as leis do mundo, do 
sol e das estrelas, dos mares e das montanhas, e, obviamente, dos trens da 
Central do Brasil: " o Cruzeiro do Sul!"
Quando passava pelas plataformas, vazias quela hora, Rodeio inteiro tremia, 
tremia mansamente a casa de Joaquim Pinto Montenegro, bem embaixo da 
estao. Mansamente, eu tremia tambm.

E o "Cruzeiro do Sul" ia se distanciando, preparando-se para fazer a grande curva 
sobre a ponte, armazenando em sua formidvel caldeira, em suas entranhas de 
fogo, a pressito colossal para vencer o lgubre, o infindvel tnel 12.
Assim eram os trens daquele tempo, assim era o "Cruzeiro do Sul", que no dava 
bola para Rodeio e o humilhava com o seu desdm, passando lentamente com 
seus vages iluminados e se perdendo na noite. Mesmo assim, Rodeio sentia que 
vivera mais um instante de glria. Podia adormecer, agora, no silncio deixado 
pelo trem azul, silncio magnfico, silncio que cheirava a carvo e cheiraria a 
saudade.
(CONY, Carlos Heitor. In: Folha de S. Paulo, 7 mar. 1996.)
TRABALHANDO O TEXTO

1 A enumerao que ocorre no primeiro pargrafo  um caso de gradao? 
Comente.
2 O adjetivo histrica, no segundo pargrafo, est sendo usado de forma irnica? 
Comente.
3 Identifique as figuras de linguagem relacionadas com o "Cruzeiro do Sul" 
presentes no terceiro pargrafo do texto e comente-as.
4 A concordncia verbal em "... todos j estvamos deitados" apresenta alguma 
particularidade? Comente.
5 A cidade e o trem recebem, no texto, um tratamento afetivo bastante particular. 
Que figura de linguagem contribui para aumentar essa afetividade? Aponte 
exemplos retirados do texto.
6 Dizer que o silncio "cheiraria a saudade"   uma figura de linguagem? 
Comente.
7 O Brasil , infelizmente, um pas quase sem trens. Pela leitura do texto se pode 
perceber  que os trens adquirem nao s importncia prtica, mas tambm um 
valor sentimental na vida das comunidades. Pensando nisso, responda: os trens 
fazem falta em nossas vidas? Comente.
	
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QUESTES E TESTES DE VESTIBULARES

1(PUCSP) Nos trechos:
"nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra l faltava nas 
estantes do major."
e
" o essencial  achar-se as palavras que o violo pede e deseja", encontramos, 
respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:
a) prosopopia e hiprbole.
h) hiprbole e metonmia.
c) perfrase e hiprbole.
d) metonmia e eufemismo.
e) metonmia e prosopopia.


2 (PUCSP) Nos trechos:
"O pavo  um arco-ris de plumas."
e
"de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira..."
enquanto procedimento estilstico, temos, respectivamente:
a) metfora e polissndeto. 
b) comparao e repetio. 
c) metonmia e aliterao. 
d) hiprbole e anacoluto. 
e) anfora e metfora.


3 (ACAFE-SC) Relacione as colunas. Depois assinale a alternativa construda.
(1) Morrer de medo.	                                          () eufemismo 
(2) Baticum! O TL amarelo mergulhou na lagoa. ()hiprbole 
(3) Voc faltou com a verdade.                                 () prosopopia 
a)3-1 -2 
b)2-1-3
c) 1-2-3 
d)3-2-1
e)2 - 3 - 1


4 (FEBASP)
"Se voc gritasse,
se voc gemesse, 
se voc tocasse a valsa vienense, 
se voc dormisse, 
se voc cansasse, 
se voc morresse... 
Mas voc no morre, 
voc  duro, Jos..."
(Carlos Drummond de Andrade) 
Considerando a repetio da expresso "se voc" no inicio dos versos; a 
repetio dos sons c (se, c, sse) e a expresso "voc  duro", estilsticamente 
ocorrem:
a) anfora, aliterao, metfora.
b) pleonasmo, assonncia, prosopopia. 
c) anadiplose, polissndeto, personificao. 
d) metfora, silepse, anfora.

5 (PUCSP) Nos versos:
"ltima flor do Lcio, inculta e bela, s, a um tempo, esplendor e sepultura", 
temos, respectivamente:
a) metonmia e metfora. 
b) metfora e anttese. 
c) hiprbole e prosopopia. 
d) pleonasmo e anttese. 
e) paronomsia e onomatopia.

6 (UNICAMP-SP) A conhecida ironia de Machado de Assis fica evidente na 
seguinte passagem do romance Memrias pstumas de Brs Cubas:
Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de ris..." Nesse, como em 
muitos outros trechos de seus romances, o escritor usa com maestria as 
palavras, obtendo, atravs de sua combinao, o efeito cmico desejado. Diga 
qual  a ironia presente na passagem citada e explique de que maneira Machado 
consegue obter o efeito cmico atravs das relaes de significao que se 
estabelecem entre as palavras que ele escolheu.

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7 (UFV-MG)
Lua cheia
"Boio de leite
que a Noite leva
com mos de treva
pra no sei quem beber.
E que, embora levado
muito devagarzinho,
vai derramando pingos brancos
pelo caminho."
 (Cassiano Ricardo)
No texto acima, boio de leite  uma:
a) metfora.
b) hiprbole.
c) metonmia.
d) prosopopia.
e) repetio.
8  (UEL-PR)
"Senhor, nada valho.
Sou a planta humilde dos quintais pequenos
 [e das lavouras pobres.
Meu gro, perdido por acaso,
Nasce e cresce na terra descuidada.

O justo no me consagrou Po da Vida, 
nem lugar me foi dado nos altares."
 (Cora Coralina)
Nos versos transcritos acima, Cora Coralina, atravs de uma figura de linguagem, 
contrape dois cereais. Responda:
a) Qual a figura empregada?
b) Quais os cereais contrapostos? 
c) O que eles simbolizam?

9  (FOC-SP) Observe a orao:
"O (tique-taque) do relgio nos perturbava." Qual a figura de linguagem da 
expresso destacada?

10 (FOC-SP) "Sois Anjo, que me tenta, e no me guarda." Temos aqui a seguinte 
figura de linguagem, tpica do Barroco:
a) anttese 
b) pleonasmo 
c) elipse 
d) hiprbole

11 (FMU-SP) Nos versos:

"O vento voa 
a noite toda se atordoa."
aparece a mesma figura:
a) metfora 
b) metonmia 
c) hiprbole 
d) personificao 
e) anttese

12 (UM-SP) Aponte a alternativa em que no haja uma comparao.
a) "Rio como um regato que soa fresco numa pedra."
b)" mais estranho do que todas as estranhezas que as cousas sejam realmente 
o que parecem ser."
c) "Qual um filsofo, o poeta vive a procuraro mistrio oculto das cousas."
d) "Os pensamentos das rvores a respeito do mistrio das cousas so to 
estranhos quanto os dos rios."
e) "Os meus sentidos estavam to aguados, que aprenderam sozinhos o 
mistrio das cousas."

13 (UM-SP) "Fitei-a longamente, fixando meu olhar na menina dos olhos dela." No 
perodo acima, ocorre uma figura de palavra conhecida como:
a)metfora. 
b) catacrese. 
c) antonomsia. 
d) metonmia. 
e) sindoque.

14 (UM-SP) Aponte a alternativa que contenha a mesma figura de pensamento 
existente no perodo:
Acenando para a fonte, o riacho despediu-se triste e partiu para a longa viagem de 
volta. 
a) O mdico visualizou, por alguns segundos, a cara magra do doente, antes que 
a ltima paixo se calasse.
b) Os arbustos danavam abraados com os pinheiros a suave valsa do 
crepsculo.
c) Contemplando aquela terna fisionomia, afastou-se com um sorriso plido e 
irnico.
d) S o silncio tem sido meu companheiro neste perodo amargo de intensa 
solido.

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e) A mesquinhez de tua atitude  poo profundo, cavado no ntimo de teu esprito.

15 (FESP-SP) Assinale a figura presente na estrofe abaixo.
"Vi uma estrela to alta 
Vi uma estrela to iria! 
Vi uma estrela luzindo, 
Na minha vida vazia."
(Manuel Bandeira)
a) assndeto
b) pleonasmo
c) anacoluto
d)anfora
e) silepse

16 (FMU-SP) Na expresso: "... a natureza parece estar chorando...", do ponto de 
vista estilstico temos:
a) anttese. 
b) polissndeto. 
c) ironia. 
d) personificao. 
e) eufemismo.

17 (FUVEST-SP)
"No tempo de meu Pai, sob estes galhos, Como uma vela fnebre de cera, (Chorei 
bilhes de vezes com a canseira De inexorabilssimos trabalhos)!"
Identifique a figura empregada nos versos destacados:
a) anttese 
b) anacoluto 
c) hiprbole 
d) litotes 
e) paragoge

18 (PUCSP) Qual figura de linguagem existe em:
"... vento ou ventania varrendo  ?
a) metonmia 
b) aliterao 
c) anacoluto 
d) cacfato

19 (FUVEST-SP) Identifique a linguagem presente no verso em destaque.
"(Quando a indesejada das gentes chegar)
(No sei se dura ou carovel), Talvez eu tenha medo, Talvez sorria e diga:
Al, iniludvel!"
a) climax
b) eufemismo
c) snquise
d)catacrese
e) pleonasmo

20 (UM-SP) Aponte a figura: "Naquela terrvel
luta, muitos adormeceram para sempre".
a) anttese
b) eufemismo
c) anacoluto
d) prosopopia
e) pleonasmo

21 (FMU-SP) Em "Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins 
pblicos.", h:
a) pleonasmo. 
b) hiprbato de pessoa. 
c) silepse de gnero. 
d) silepse de pessoa. 
e) silepse de nmero.

22 (UNIMFP-SP) Todas as frases a seguir so corretas. Assinale a nica que 
encerra anacoluto.
a) Aos homens parece no existir a verdade. 
b) Os homens parece-lhes no existir a verdade.
c) Os homens parece que ignoram a verdade.
d) Os homens parece ignorarem a verdade.
e)Os homens parecem ignorar a verdade.

23 (UFMG) "Meu pai e o proprietrio sumiram-se, foram cuidar de negcios, numa 
daquelas conversas cheias de gritos. Minha me e eu ficamos cercados de saias." 
Considerando essa passagem, de Infncia, de Graciliano Ramos, responda:
a) Que figura de estilo ocorre no ltimo perodo?
b) Reescreva-o em linguagem denotativa.

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NOES ELEMENTARES OE ESTIUSTICA
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MARTINET, Andr. Elementos de Lingustica Geral. 2. ed. Lisboa, S da Costa, 
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PENTEADO, Jos Robento Whitaker. A tcnica da comunicao humana. 4. ed. 
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portugus: morfologia. Sito Paulo, Contez, 1983.
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portuguesa. Ponto Alegre, Mercado Abento/U. F. Uberlndia, 1984.
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escrita. 2.ed. So Paulo, Mantins Fontes, 1981.
VIEIRA, Maria Divanete. Metodologia da redao. Sito Paulo, Contez, 1988.
WELLECK, Ren & WARREN, Austin. Teoria da literatura. 3. ed. Lisboa, 
Publicaes Europa-Amrica, 1976.
- fim do livro.
Voc encontra os produtos da Editora Scipione nos seguintes endereos
- nota da ledora: esta ltima pgina, est inteiramente tomada por nomes e 
endereos de livrarias, em todo o Brasil, que vendem produtos da Editora Scipione. 
Como os tipos so muito pequenos, no foram recolhecidos pelo processo de 
escaneamento, no poderam ser traduzidos pela ledora, por falta de lupa. Contudo, 
ser dado aqui, o endereo e telefone da prpria Scipione, para qualquer 
informao, de interesse do leitor. - fim da nota. 


Contracapa: Gramtica da Lngua Portuguesa: Foto de Pasquale e de Ulisses.Texto: 
este livro provm de longa experincia dos autores no ensino da lngua portuguesa
nos mais diferentes campos: alm de professores de segundo grau e cursos 
preparatrios de vestibular so autores de obras didticas e responsveis por 
cursos de aperfeioamento lingstico para jornalistas e outros profissionais  de 
comunicao. Mantm, dessa forma, um incessante intercmbio no s com a realidade 
das salas de aula, mas tambm com as redaes dos jornais, das rdios e das redes 
de televiso o que lhes proporciona uma  viso ampla e atualizada das formas de 
lngua que devem ser tomadas como objeto de estudo e anlise.

Pasquale Cipro Neto cursou letras ( portugus/espanhol) n Universidade de So 
Paulo, professoor do Sistema Anglo de Ensino desde 1978, idealizador e 
apresentador dos Programas Nossa lngua portuguesa, exibido na TV Cultura de S. 
Paulo, e vrias outras emissoras nacionais. Nossa lngua portugues e Letra e 
msica levaddos pela Rdio cultura de So Paulo e retransmitidos para outras 
emissoras do pas. consultor da Folha de So Paulo para assuntos da lngua Portuguesa.
 

Ulisses Infante Licenciado em lngua Portuguesa pela Universidade de So Paulo. 
Leciona desde 1980. Foi professor de vrios cursos pr-vestibular na capital e no 
interior do estado de So Paulo ( Etapa, Universitrio, CPV, Anglo.) Atualmente  
professor do Curso e Colgio Anglo de Bragana Paulista. Autor de : Curso de 
gramtica aplicada aos textos, Do texto ao texto - curso prtico de leitura e 
redao, e 36 lies prticas de gramtica.


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